Empresas precisam acelerar adequação à Reforma Tributária antes das novas exigências fiscais
A implementação da Reforma Tributária continua avançando no Brasil e traz novos desafios para empresas e escritórios de contabilidade. Com a aproximação dos próximos marcos do cronograma oficial, cresce a necessidade de adaptação dos sistemas de emissão de documentos fiscais e dos processos internos das empresas.
De acordo com o Comitê Gestor do IBS (CGIBS), o prazo para adequação dos sistemas de emissão de notas fiscais termina em 31 de julho de 2026. A partir de 3 de agosto, os documentos fiscais eletrônicos deverão conter os novos campos referentes ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), incluindo a alíquota de teste prevista para a fase de transição.
O que muda para as empresas?
As organizações precisarão garantir que seus sistemas fiscais estejam preparados para:
Emitir notas fiscais com destaque da CBS e do IBS;
Atualizar ERPs e softwares de gestão fiscal;
Revisar processos internos de faturamento;
Capacitar equipes fiscal, financeira e contábil para as novas regras.
Segundo as orientações da Receita Federal, a fase inicial possui caráter informativo para a apuração dos novos tributos, mas o cumprimento das obrigações acessórias já passa a ser obrigatório.
Papel estratégico do contador
Neste momento, o contador assume um papel ainda mais estratégico. Além de manter as empresas em conformidade com a legislação, será responsável por orientar clientes sobre:
impactos financeiros da Reforma Tributária;
atualização de cadastros fiscais;
parametrização dos sistemas;
planejamento tributário durante o período de transição.
Especialistas apontam que a preparação antecipada reduz riscos de rejeição de documentos fiscais, retrabalho operacional e possíveis penalidades futuras.
Conclusão
A Reforma Tributária representa uma das maiores mudanças no sistema tributário brasileiro das últimas décadas. Para empresas e escritórios de contabilidade, o momento é de planejamento, atualização tecnológica e capacitação das equipes.
Quem iniciar a adaptação agora estará mais preparado para enfrentar a transição com segurança, reduzir riscos operacionais e aproveitar oportunidades de melhoria na gestão tributária.


